(Romance / Comédia, EUA, 2007. Direção de Richard LaGravenese. Com Hillary Swank, Gerard Butler, Kathy Bates, Lisa Kudrow e Gina Gershon. Duração 02h10min.)
Estrelado pela excelente Hillary, que aqui no entanto tem uma atuação bem abaixo de sua capacidade, e pelo novo galã Gerard Butler, que compõe bem a característica de seu personagem, trata-se de uma estória romântica, com pitadas de comédia e drama, que acaba não sendo nem uma coisa e nem outra, o que na minha opinião prejudica o filme bastante.
Swank é casada com Butler, apesar das dificuldades no casamento eles se amam muito etc. etc., até que ele morre e passa a se “corresponder” com ela mediante cartas que escreveu antes de falecer. OK, boa premissa, mas Swank não é adequada para esse tipo de personagem (pode parecer mais do mesmo, mas Meg Ryan seria a típica atriz para o papel) e o filme não deixa claro que rumo pretende tomar ao longo do roteiro.
Porém há pontos que me agradaram. Se o personagem de Swank não cativa, o mesmo não acontece com seus coadjuvantes, cujos personagens são menores mas divertem e nos prendem a atenção muito mais. Destaque para Lisa Kudrow, ótima em sua performance de mulher em busca do namorado ideal, e principalmente Harry Connick Jr., na minha opinião o melhor do filme, que apenas com o olhar consegue nos fazer perceber seus sentimentos – além de suas falas, esmeramente caprichadas pelo roteiro. A sempre ótima Kathy Bates completa o grupo de coadjuvantes que está muito bem.
O diretor e roteirista é Richard LaGravenese, de carreira ainda curta, mas que já roteirizou algumas obras importantes, como As Pontes de Madison. A fotografia é extremamente competente, sem dúvida um dos pontos positivos do filme, misturando belezas urbanas de Nova York com belíssimas paisagens naturais da Irlanda. Outro destaque é a trilha sonora impecável, daquelas que você provavelmente vai querer procurar na internet as músicas ou comprar o CD na loja.
Juntando tudo, não é um filme ruim, mas com certeza não é marcante, irá agradar sobretudo às mulheres, principalmente as mais sensíveis. E certamente um filme totalmente dispensável na carreira da grande Hillary Swank, que ainda comete o erro de aceitar alguns papéis em filmes muito abaixo de sua capacidade de atuação, como este aqui.
Nota 6.5 – ***
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