Atores


Os 10 melhores atores de todos os tempos (na opinião do blog)

Uma das minhas manias é ser curioso por listas. Os 10 melhores nisso, os 10 maiores naquilo… bem, após muita reflexão cheguei nas minhas listas de atores, atrizes e diretores. E vou soltar aos poucos as minhas “listas”, de trás para frente, até para saber se vocês concordam comigo (clique aqui caso queira conferir a lista das atrizes).

Claro que os atores mais recentes talvez tenham sido privilegiados em relação aos mais antigos, porém acho que isso é normal, porque temos oportunidade de acompanhar mais de perto o trabalho – e principalmente a evolução profissional – dos atores atuantes nas últimas décadas.


1º lugar – Al Pacino

Alfredo James Pacino – esse é o nome do cara. Al Pacino é, na minha opinião, o maior ator de todos os tempos. Nascido em 25 de abril de 1940, seus pais Salvatore e Rose se separaram quando ele tinha apenas 2 anos e passou a morar com sua mãe na casa dos avós. Charmoso, Pacino é baixo, tem 1,68 de altura, o que não é nada perto de seu grande talento. Ainda criança, Pacino adorava ficar imitando as vozes e os personagens que via nos filmes. Todo dinheiro que ele tinha era gasto nos cinemas do Bronx, em Nova York, bairro em que nasceu e viveu até a adolescência.

Aborrecido e desmotivado pelos estudos, aos 14 anos ingressou na escola de Belas Artes, o que o impulsionou a se tornar um ator e realizar seu grande sonho. Para pagar seus estudos ele trabalhou muito tempo como office-boy em algumas revistas. Pacino se sacrificava muito para ir às aulas e às vezes chegava a pedir bilhetes de ônibus emprestados para poder chegar à escola.Pacino chegou a interromper os estudos por alguns anos, mas em 1966 ele foi estudar no conceituado Actor’s Studio e começou a atuar em diversas peças, quando sua performance começou a chamar a atenção. Logo ele foi convidado para atuar na Broadway, na peça “Does The Tiger Wear a Necktie?“. Sua atuação fez tanto sucesso que ele recebeu o prêmio Tony, o maior prêmio do teatro americano, equivalente a um Oscar no cinema.

Essa peça abriu as portas para sua carreira no cinema e logo ele estava estreando com o filme Me, Natalie (1969) – curiosamente seu personagem nesse filme se chamava… Tony!!. Depois veio Os Viciados (1971), no qual ele teve que fazer uma longa pesquisa sobre os usuários de heroína para poder interpretar o personagem.

Esses seus primeiros papéis lhe renderam muitos elogios e ele foi convidado a interpretar um importante papel na superprodução O Poderoso Chefão (1972), no papel de Michael Corleone, o que lhe rendeu sua primeira indicação ao Oscar como ator coadjuvante. Na minha opinião esse é o maior personagem que Pacino fez nos cinemas, na verdade um dos grandes personagens de toda a história do cinema.

Com a saga do Padrinho ele atuou nas duas continuações, sendo que O Poderoso Chefão II (1974) lhe valeu um dos cachês mais altos para a época, US$ 500 mil e mais 5% do faturamento do filme, além de mais uma indicação ao Oscar, dessa vez como Melhor Ator.

No meio dos dois “Chefões” Pacino fez Serpico (1973), onde vive um policial em outro papel aclamado pelo público, e logo após os dois filmes sobre a família mafiosa de Nova York fez o ótimo thriller Um dia de Cão (1975) em que fazia Sonny (nome de seu apelido de infância), um ladrão que tenta assaltar um banco e acaba se dando mal ao lado do seu parceiro de roubo (interpretado por John Cazale). Detalhe: nestes dois filmes, assim como nos dois “Chefões”, Pacino foi indicado ao Oscar de Melhor Ator – ou seja, simplesmente 4 indicações em 4 anos seguidos !! Infelizmente, em nenhuma dessas ocasiões ele saiu vitorioso – um verdadeiro absurdo.

Após um breve período de pausa nos cinemas, em que voltou a se dedicar mais ao teatro, Pacino voltou às telonas com Justiça para Todos (1979) onde interpreta um advogado cujo cliente é um juiz acusado de estupro. Claro: Pacino foi novamente indicado ao Oscar de Melhor Ator. Em Scarface (1983), filme dirigido por Brian De Palma, considerado bem violento para a época, Pacino é um gãngster expulso de Cuba que se transforma no maior traficante de drogas de Miami.

Durante alguns anos Pacino acabou abandonando os sets e retornou novamente para o teatro, que ele considerava seu primeiro amor e que ele nunca abandonara. Até hoje ele ainda atua em algumas peças. Até que ele volta com tudo em 1990 fazendo a comédia de ação Dick Tracy, de Warren Beatty, em filme que lhe rendeu a sexta indicação ao Oscar, desta vez por Ator Coadjuvante. No mesmo ano, ainda voltou ao papel inesquecível de Michael Corleone para fechar a trilogia em O Poderoso Chefão III.

Finalmente o Oscar e o Globo de Ouro foram parar em suas mãos pela inesquecível atuação como um ex-militar cego em Perfume de Mulher (1992), emocionando o mundo com seu charme e autoridade no papel do Tenente-Coronel Frank Slade. No mesmo ano ainda foi indicado ao Oscar de Ator Coadjuvante pelo filme O sucesso a qualquer preço.

Em O Pagamento Final (1993) Pacino repete o papel de gangster, no segundo filme que fez com o diretor Brian De Palma, que ele considerava um de seus preferidos. Contracenou com outro mestre da interpretação, Robert de Niro, em Fogo Contra Fogo (1995), dirigido por Michael Mann.

É difícil falar de algum filme que Pacino não esteja bem. São memoráveis suas participações em Donnie Brasco (1997) em que contracena com Johnny Depp, O advogado do diabo (1997) em que contracena com Keanu Reeves, e principalmente em O Informante (1999), dirigido novamente por Michael Mann, no qual o ator interpreta magistralmente um produtor de TV.

Homem de muitos romances, Pacino nunca foi casado. Por um longo tempo manteve um romance com sua parceira de O Poderoso Chefão I e II, Diane Keaton – mas nunca chegaram a ser marido e mulher oficialmente. Outra de suas famosas namoradas foi Beverly D’Angelo (a esposa da série Férias Frustradas), que ficou grávida do ator e deu à luz um casal de gêmeos. O ator tem ainda uma outra filha, Julie Marie, que teve com a professora teatral Jan Tarrant.

Em 16 de outubro de 1996 Al Pacino recebeu a estrela na calçada da Fama em Hollywood e, no mesmo ano, foi considerado pela revista Empire como um dos 100 maiores astros de todos os tempos. No total foi indicado a 8 Oscars, tendo injustamente ganho apenas um, o de Perfume de Mulher (1992) numa atuação que com certeza valeu por todas as outras.


2º lugar – Tom Hanks

Já consagrado como um dos atores mais caros e poderosos de Hollywood, Tom Hanks tem entre suas principais características o faro apurado para projetos de sucesso. Quando era adolescente, abandonou a universidade no meio para entrar no mundo artístico. Antes de fazer sucesso, na década de 80, fez alguns filmes de baixo orçamento (quase todos comédias) e seriados de televisão.

O primeiro papel de destaque foi como o atrapalhado homenageado do cult A Última festa de solteiro (1984). No mesmo ano, fez a comédia Splash – uma sereia em minha vida (com John Candy e Daryl Hannah) e dois anos depois protagonizou ao lado de Shelley Long uma das melhores comédias dos anos 80, Um dia a Casa Cai. Mas o primeiro grande sucesso foi mesmo Big – Quero Ser Grande (1988), filme no qual fazia o papel de um garoto crescido que desejava ser adulto, que lhe rendeu a primeira indicação ao Oscar de Melhor Ator (perdeu para Dustin Hoffman, por Rain Man).

A década de 90 significou o salto de Hanks rumo ao estrelato e ao reconhecimento como grande ator. Depois do fracassado A Fogueira das Vaidades, de 1990 (dirigido por Brian De Palma), o ator passou a engatar um sucesso atrás do outro – sempre numa curva ascendente. Primeiro com o ótimo Uma Equipe Muito Especial (1992, em que era técnico de um time de beisebol feminino que tinha, entre outras, Madonna e Geena Davis), e depois com a primeira comédia romântica ao lado de Meg Ryan, Sintonia de Amor (1993, com direção de Nora Ephron).

Contracenou com Denzel Washington e Antonio Banderas em Filadélfia (1993, direção de Jonathan Demme), em que faz o papel de um advogado homossexual que, enquanto processa os ex-patrões por discrimação, descobre que tem AIDS. Sem dúvida, uma interpretação magnífica e corajosa de Hanks, que ganhou merecidamente o Oscar de Melhor Ator por esse filme.

No ano seguinte, de maneira consagradora, levou outro Oscar de Melhor Ator, por Forrest Gump – o contador de estórias, filme em que foi dirigido por Robert Zemeckis. Nos anos seguintes, mais filmes marcantes e ótimas atuações: Apollo 13 (1995, direção de Ron Howard) e Mensagem para Você (1998, a segunda comédia romântica ao lado de Meg Ryan e também com direção de Nora Ephron).Outro tremendo sucesso de interpretação veio em 1999, dirigido por Steven Spielberg no primoroso O Resgate do Soldado Ryan, em que fazia o capitão John Miller, líder de um pelotão na 2ªGuerra Mundial que recebeu a missão de resgatar um soldado americano no interior da França. Por uma daquelas decisões inexplicáveis da Academia de Hollywood, Hanks perdeu o Oscar de Melhor Ator desse ano para Roberto Begnini, por A Vida é Bela.

Quando fez À Espera de Um Milagre, em 1999, já tinha o status de super-estrela e ganhava cachês milionários por suas atuações (por este filme, por exemplo, ele recebeu o salário de US$ 20 milhões). No ano 2000 protagonizou praticamente sozinho um dos maiores sucessos de sua carreira, Náufrago, dirigido novamente por Robert Zemeckis. Foi indicado novamente ao Oscar de Melhor Ator, mas perdeu para Russell Crowe, por Gladiador.

Em 2002, Tom Hanks volta brilhantemente à parceria com Spielberg, filmando Prenda-me se for capaz, inteligente filme em que atuou ao lado de Leonardo Di Caprio. No mesmo ano interpretou um dos poucos vilões de sua carreira, em Estrada para a Perdição, do diretor Sam Mendes.

Esse status de ator consagrado fez com que Hanks pudesse escolher os projetos dos quais participava, e assim incursar também como produtor de alguns filmes. No entanto, algumas escolhas se mostraram acertadas, e outras, nem tanto. Em 2004, por exemplo, participou da inovadora animação O Expresso Polar, dirigida por Robert Zemeckis, em que fazia vários personagens que depois foram transformados em animação 3D. Mas no mesmo ano fez dois filmes que não tinham nada a dizer: O Terminal, novamente dirigido por Spielberg, num filme meio chocho e que não leva a lugar nenhum, e o imbecil Matadores de Velinha, “comédia” dos Irmãos Coen que na minha opinião não tem a menor graça.Em 2005 Hanks foi seduzido por um cachê milionário e protagonizou o sucesso O código da Vinci, adaptação da obra literária de mesmo nome escrita por Dan Brown, em que faz o especialista em simbologia religiosa Robert Langdom. Hanks já filmou no ano passado uma espécie de “prólogo” desse filme, Anjos e Demônios, em roteiro adaptado de outro livro do mesmo Dan Brown em que inclusive interpreta o mesmo personagem do filme anterior (a direção, aliás, é também de Ron Howard). O filme estréia em maio de 2009 aqui no Brasil.Casado com a atriz Rita Wilson, Thomas Jeffrey Hanks é descendente direto de Nancy Hanks, a mãe de Abraham Lincoln. O ator tem quatro filhos: Collin, Elizabeth, Chester e Truman. Tom Hanks é californiano e nasceu em 1956, tendo 52 anos de idade quando desta postagem.


3º lugar – Sean Connery

sean_connery_3Sean Connery tem em seu currículo uma única indicação ao Oscar – em que foi vitorioso, em 1988, por Melhor Ator Coadjuvante em Os Intocáveis (direção de Brian De Palma). Porém com certeza essa não foi sua melhor atuação no cinema, apesar de ter sido um bom trabalho, claro. O escocês Connery foi o precursor, a partir de 1962, da série 007 (a maioria o considera o melhor James Bond de todos) mas fez muito mais que o agente secreto de sua majestade, atuando em outros filmes memoráveis, sempre com uma forte e charmosa presença em cena, como em O Nome da Rosa e A Rocha. Claro que a imagem eterna de Bond jamais deixará de ser associada a ele, mas Connery conseguiu construir uma sólida filmografia independente da série 007.

Nascido em 1930, Sir Thomas Sean Connery era filho de um motorista de caminhão e de uma faxineira. Abandonou a escola aos 15 anos para alistar-se na Marinha britânica, onde ficou por três anos, logo ao final da Segunda Guerra Mundial. Até os 21 anos, trabalhou como leiteiro, polidor de caixões (!!), pedreiro, salva-vidas (!!) e modelo, além de concorrer pela Escócia ao Mr. Universo de 1950 (concurso em que ficou em 3º lugar). A partir de 1951, Sean começou a participar de peças, filmes e séries de televisão, mas até 1961, seu único papel realmente digno de nota foi em A Lenda dos Anões Mágicos (1959), uma fantasia dos estúdios Disney.

Em 1962, a fama finalmente bateu à sua porta: Connery foi escolhido pelos produtores Harry Saltzman e Albert R. Broccoli para viver James Bond nas telas do cinema. O ator tinha a combinação de charme e virilidade exigida pelo papel, e hoje é quase sempre considerado o melhor intérprete nos cinemas do personagem literário criado por Ian Fleming na década de 50. No total foram 7 aventuras, sendo seis oficiais, todas elas já comentadas aqui no blog.

O crescimento da franquia Bond foi exponencial. O primeiro filme é de 1962, 007 contra o satânico Dr.No, lançando Ursula Andress como bondgirl. Foi um grande sucesso, arrecadando US$ 16 milhões, que aumentaram para quase US$ 25 milhões no ano seguinte, com o sucesso do segundo filme, Moscou contra 007. Porém a produção que realmente consolidou a franquia foi 007 contra Goldfinger, de 1964, famoso pela belíssima canção-tema interpretada por Shirley Bassey. O filme arrecadou incríveis US$ 51 milhões para a época e é considerado o melhor Bond interpretado pelo escocês. O quarto filme veio na esteira do sucesso do anterior, 007 Contra a Chantagem Atômica (1965) arrecadou mais de US$ 63 milhões – mas é considerado o mais fraco dos Bond de Connery.

Na verdade, Connery poderia ter se despedido do personagem após a quinta aventura, Com 007 Só Se Vive Duas Vezes (1967 – US$ 43 milhões de bilheteria). Preocupado com o estigma de ficar eternamente marcado como 007, embora estivesse participando de outros filmes (como Marnie em 1964, dirigido por Alfred Hitchcock), o ator não quis se envolver com a produção do sexto filme da série, 007 a Serviço Secreto de Sua Majestade (1969), no qual foi substituído por George Lazenby, que foi um fiasco (o filme arrecadou a metade dos anteriores, pouco mais de US$ 22 milhões). Os produtores apelaram então para Connery novamente, que pôde então pedir o quanto quis para reassumir o papel do agente (US$ 1,250 milhões, o maior cachê já pago até então em Hollywood). O escocês retornou então à série em 007 – Os Diamantes São Eternos, (1971 – US$ 44 milhões arrecadados), jurando ser seu último filme no papel. É por isso que sua sétima aventura como Bond (lançada em 1983) chamou-se Nunca Mais Outra Vez (numa desnecessária refilmagem de 007 contra a Chantagem Atômica). Este filme teve a então iniciante Kim Basinger (Batman) como bondgirl e foi dirigido por Irvin Kershner (de Star Wars V – O Império contra-ataca).

Além de ser dirigido pelo mestre Hitchcock, durante os ”anos 007”, o ator esteve também em A Colina dos Homens Perdidos (1965), de Sidney Lumet. Logo ficou evidente que Sean Connery tinha muito mais a oferecer, e ele raramente deixou de cativar público e crítica. Com grande versatilidade e uma presença que define a palavra carisma, o ator se destacou por décadas em filmes como: O Homem que Queria Ser Rei (1975, aventura dirigida por John Huston), O Nome da Rosa (1986, prêmio da Academia Britânica pelo monge detetive na adaptação para o cinema da obra literária de Umberto Eco), Os Intocáveis (1987, Oscar de Melhor Ator Coadjuvante pelo policial veterano Malone), Indiana Jones e a Última Cruzada (1989, impagável como pai de Indiana Jones), Lancelot – o primeiro cavalheiro (1995, papel de Rei Arthur), A Rocha (1996, contracenando com Nicolas Cage), Armadilha (1999) e A Liga Extraordinária (2003), seu último papel de destaque, vivendo o aventureiro Alain Quatermain. O filme foi um fracasso de bilheteria, o que talvez tenha feito com que Connery definitivamente tenha decidido que havia chegado a hora de parar.

Um ativo cidadão escocês, tem feito doações para a educação de seu país, e nunca escondeu seus ideais separatistas contra a Inglaterra. Em 1999, Connery foi eleito pela revista People o “homem mais sexy do século”. Sua primeira esposa (entre 1962 e 1973) foi a atriz Diane Cilento, mãe do ator Jason Connery, que interpretou Ian Fleming num filme para a televisão. Desde 1975 ele está casado com a artista franco-tunisiana Michelle Roquebrune Connery. Atualmente mora com a esposa em Nassau, nas Bahamas (curiosamente o lugar preferido de Ian Fleming, criador da série 007).

Hoje com 77 anos, Sean Connery talvez já esteja aposentado. Provavelmente ele não esteja na lista dos maiores atores da maioria das pessoas, mas na minha ocupa uma honrosa terceira posição, por todo seu carisma, presença em cena e versatilidade de interpretação que esbanjou nos seus mais de 40 anos de carreira.


4º lugar – Jack Nicholson

jack_nicholson_1A lista de premiações de Jack Nicholson é quase tão vasta quanto sua carreira, mas é muito menor que seu inegável talento. Apesar de ser natural de Nova Jersey(EUA), Nicholson sempre foi apaixonado pela Califórnia, mais ainda por Los Angeles – o céu ensolarado, as praias, as palmeiras… e a terra de Hollywood, em que ele entrou para o mundo do cinema, no final dos anos 1950, pela porta dos fundos: começou como office-boy do departamento de animação da Metro-Goldwin-Mayer (MGM).

Quem lançou Jack para as telonas, em 1958, foi o produtor e diretor Roger Corman, que produziu alguns filmes menores com o jovem Nicholson, até que em 1960 Jack roubaria a cena na obra máxima de Corman, A Loja dos Horrores, consolidando-se como uma figura eminente no terror trash. Durante a década de 1960, Nicholson voltou a trabalhar em diversos filmes tendo Roger Corman como diretor ou produtor. Os filmes de Corman renderam a Nicholson algum dinheiro, mas, em termos de fama ou reconhecimento, os dividendos foram praticamente nulos na época.

Nicholson estouraria em Hollywood definitivamente apenas em 1969, ao envolver-se com um discreto projeto independente, Sem Destino. Sua busca por desafios o levou a aceitar o papel principal neste filme que definiu o conceito de road movie e capturou com perfeição o espírito da contracultura hippie que imperava nos EUA. Ao lado de Dennis Hopper e Peter Fonda, Nicholson vivia um advogado alcóolatra que cruzava o país de moto em busca de aventura, de auto-conhecimento e do espírito da América. Para atuar nesse filme, Nicholson teve de recusar o papel principal de Bonnie & Clyde – Uma Rajada de Balas, que acabou lançando Warren Beatty ao sucesso. A troca, porém, valeu a pena: Nicholson foi indicado pela primeira vez ao Oscar (como ator coadjuvante; perdeu para Gig Young, por A noite dos desesperados).

Jack recebeu sua segunda indicação ao Oscar, desta vez como ator principal, por sua atuação no drama Cada um Vive como Quer, novamente como um homem que se sente à parte da sociedade e de sua própria família (perdeu o prêmio para George C. Scott, por Patton – Rebelde ou Herói). Em 1973, Nicholson foi eleito melhor ator no festival de Cannes por seu trabalho em A Última Missão, que lhe rendeu também a terceira indicação ao Oscar, sendo a segunda como ator principal (desta vez ele perdeu para o xará Jack Lemmon por Sonhos do Passado).

A carreira de Jack Nicholson crescia vertiginosamente, e outra indicação ao Oscar de melhor ator veio no ano seguinte, por Chinatown, estrelado por Nicholson e dirigido por Roman Polanski. O filme é até hoje considerado um dos melhores daquela década (e de todos os tempos). Nicholson não papou o Oscar (perdeu para Art Carney, por Harry e Tonto).

Porém a Academia fez questão de compensar o erro (e o enorme esforço do ator) no ano seguinte, por Um Estranho no Ninho, filme em que Jack Nicholson ganhou seu primeiro Oscar de Melhor ator. Aliás, este filme é, até hoje, o DVD mais vendido dele na internet. Sua atuação como um falso paciente psiquiátrico cujo comportamento expansivo acaba auxiliando outros internos em um hospício e o colocando contra a cruel enferemeira do estabelecimento é, em iguais medidas, cômica e perturbadora.

jack_nicholson_3Jack iniciava então uma seqüência de papéis de desequilibrados mentais, que culminou em 1980 com o suspense O Iluminado, terror máximo resultado da união do contista Stephen King e do diretor Stanley Kubrick, filme no qual interpreta um zelador que enlouquece no isolado Overlook Hotel, em um pico nevado no Colorado.

No ano seguinte, foi ator coadjuvante em Reds, grandioso épico dirigido pelo amigo Warren Beatty (que lhe rendeu mais uma indicação ao Oscar de coadjuvante; perdeu para John Gielgud por Arthur). Porém sua jovialidade de espírito caiu como uma luva para o papel pelo qual ganharia seu segundo Oscar: o astronauta beberrão e mal-educado que flerta com a vizinha Shirley MacLaine em Laços de Ternura, de 1983, despertando nela, novamente, o prazer de viver. ”Quando li o script, sabia que ganharia o Oscar com ele”, relembra o ator.

Três anos depois, em 1986, ele foi mais uma vez indicado ao prêmio de ator principal, desta vez por sua atuação em A Honra do Poderoso Prizzi – amplamente beneficiada por sua longa e conturbada relação com sua parceira em cena, a atriz Anjelica Huston, filha do diretor da película, John Huston. John lhe deu sempre uma única instrução para viver o atrapalhado matador de aluguel da máfia Charley Partanna: ”Lembre-se: ele é um idiota”, dizia. E Nicholson soube extrair o máximo da dica, mas, justa e ironicamente, talvez num acesso de fúria vingativa feminina, foi Anjelica quem levou para casa a estatueta dourada naquele ano (Jack perdeu para William Hurt, por O beijo da mulher-aranha).

O final da década de 1980 foi marcado por papéis em filmes que foram sucessos no cinema. Em 1987 protagonizou dois filmes – viveu o próprio Diabo em As Bruxas de Eastwick e teve mais uma indicação ao Oscar de melhor ator por Ironweed, drama passado na Depressão americana dirigido pelo brasileiro Hector Babenco (Jack perdeu o Oscar para Michael Douglas, por Wall Street – poder e cobiça).

jack_nicholson_coringa1Em 1989 o esperto Nicholson exigiu, além do cachê, porcentagem da renda de Batman, de Tim Burton, para interpretar o escrachado Coringa. Resultado: faturou quase R$ 60 milhões em uma tacada só. É até hoje o salário-recorde de um único ator por um único filme em Hollywood. Quem viu essa primeira adaptação do Homem-Morcego para o cinema sabe, entretanto, que ele valeu cada centavo…

A década de 1990, porém, começava com poucas aspirações artísticas. Nicholson voltaria a trabalhar com Tim Burton em um duplo papel no pouco compreendido Marte Ataca! e amargou também o fracasso do terror psicológico Lobo, onde contracenou com a bela Michelle Pfeiffer. Simultaneamente, em Hollywood, a fama de estourado e excêntrico começou a suplantar o reconhecimento por suas habilidades dramáticas. Nicholson passou a adequar os calendários dos filmes de que participava à temporada do campeonato americano de basquete. Fã dos Los Angeles Lakers, ele nunca perdia um jogo sequer do time. Incidentes como o ocorrido em 1994, no qual, sem motivo aparente, um enfurecido Nicholson destruiu o vidro do carro de seu vizinho com um taco de golfe, ajudaram a fomentar esta má reputação.

O ator, porém, deu a volta por cima com sua indicação ao Oscar de ator coadjuvante em 1992 por Questão de Honra, no qual recebeu um cachê de US$ 5 milhões pelo drama de tribunal também estrelado por Tom Cruise e Demi Moore (Jack perdeu o prêmio para Gene Hackman, por Os Imperdoáveis).

Nicholson provou ainda que tinha um bom coração (e que ainda era um dos melhores atores da atualidade) ao dedicar o terceiro Oscar de Melhor Ator que recebeu, pela comédia Melhor é Impossível, ao amigo J.T. Walsh, com quem contracenara em ”Questão de Honra” e que morrera pouco antes da cerimônia de premiação, em 1997. No filme, Nicholson interpreta um homem mal-humorado e cheio de manias, que tenta mudar de vida, ajudando o vizinho gay (Greg Kinnear) só para impressionar a garçonete mãe solteira (Helen Hunt, que levou o Oscar de Melhor Atriz) por quem se apaixonara. Jack embolsou US$ 15 milhões pelo papel.

Jack Nicholson ainda foi indicado mais uma vez ao Oscar de Melhor Ator em 2002 pelo drama/comédia As Confissões de Schmidt, filme no qual interpreta um aposentado que busca novo sentido na vida enquanto comparece ao casamento da filha (perdeu para Adrien Brody, por O Pianista).

Seus mais recentes sucessos no cinema são as comédias Tratamento de Choque (em parceria com Adam Sandler) e Alguém tem que ceder (com Diane Keaton e Keanu Reeves), ambas de 2003. Em 2006, foi um dos protagonistas do filme vencedor do Oscar, Os Infiltrados, dirigido por Martin Scorsese.

Enfim, dono de grande carisma, Jack Nicholson sempre oscilou entre a figura excêntrica, que se delicia com os prazeres da fama, e o ator racional e experimental, que, mesmo aceitando cachês menores, ainda procura trabalhos alternativos que possam desafiá-lo a interpretar melhor. Esta busca incessante talvez explique porque, a despeito de seu comportamento, ele coleciona mais prêmios em sua estante que outros gênios de sua geração, como Al Pacino, Robert De Niro e Dustin Hoffman (todos eles presentes na minha lista dos 10 maiores atores de todos os tempos).


5º lugar – Dustin Hoffman

dustin_hoffmanDepois de seis anos atuando em seriados de TV, em 1967 Dustin Hoffman recebeu o convite do diretor Mike Nichols para protagonizar seu primeiro longa-metragem, A Primeira Noite de um Homem, onde ele tinha 30 anos de idade e aparecia pela primeira vez no cinema, interpretando um jovem de apenas 21 anos que acabava de receber seu diploma e era seduzido e iniciado sexualmente por uma mulher de meia-idade (Anne Bancroft), ao mesmo tempo em que se apaixonava pela filha desta. O talento de Hoffman se fazia presente logo nesse seu primeiro trabalho, pois ele já recebeu sua primeira indicação ao Oscar por sua atuação nesse filme.Daí em diante foram inúmeros sucessos, sempre buscando a excelência como ator, participando de diversos gêneros de filmes, como Papillon, Tootsie, Rain Man veja a seguir um resumo de sua vasta carreira:

  • recebe sua primeira indicação ao Oscar logo no seu filme de estréia, A primeira noite de um homem, de 1967. Mike Nichols levou a estatueta de diretor (e Hoffman perdeu para Rod Steiger, por No calor da noite)
  • dois anos depois, segundo filme e segunda indicação ao Oscar, por Perdidos na Noite. Curiosamente o diretor deste filme também levou a estatueta de direção (John Schlesinger) como ocorrera no filme anterior (Hoffman perdeu para John Wayne por Bravura Indômita)
  • em 1973 obteve grande sucesso e repercussão mundial com o clássico Papillon, em que fez dupla com Steve McQueen
  • sua interpretação do comediante Lenny Bruce, um dos humoristas mais famosos das décadas de 1950 e 1960 nos EUA, lhe valeu a terceira indicação ao Oscar, em 1974, por Lenny (perdeu para Art Carney, por Harry e Tonto)
  • emplacou dois sucessos no mesmo ano, em 1976: Todos os Homens do Presidente, sobre o caso Watergate que fez o presidente Nixon renunciar, e Maratona da Morte, em que interpretava um judeu que teve o irmão assassinado por nazistas
  • na sua quarta indicação, finalmente veio o primeiro Oscar, por Kramer versus Kramer, de 1979
  • talvez um dos seus maiores sucessos, dustin_hoffman_tootsieTootsie, realizado em 1982, em que fazia um ator desempregado que se traveste de mulher para trabalhar na TV, lhe rendeu sua quinta indicação ao Oscar de melhor ator (perdeu para Ben Kingsley, por Gandhi)
  • o segundo Oscar veio com a interpretação de um autista em Rain Man, de 1988, outro grande sucesso de sua carreira
  • faz o vilão em Hook – a volta do Capitão Gancho, de 1991, em filme dirigido por Steven Spielberg
  • a última indicação ao Oscar veio em 1997 na comédia Mera Coincidência, em que trabalhou com Robert de Niro (perdeu para Jack Nicholson, por Melhor é Impossível)
  • a partir daí passa a selecionar mais seus trabalhos. Um sucesso recente foi o thriller de tribunal O Júri, de 2003
  • faz o pai de Ben Stiller na comédia Entrando numa fria maior ainda, de 2004, filme que lhe rendeu o prêmio de melhor interpretação cômica no MTV Movie Awards

Ao longo de sua carreira, Dustin Hoffman recebeu sete indicações ao Oscar de melhor ator, tendo ganho o prêmio por duas vezes. Em 2007 ele completou 70 anos de idade e 40 anos de carreira. Sem dúvida, um dos atores mais versáteis de hollywood e inegavelmente também um dos mais simpáticos.


6º lugar – Robert de Niro

robertdeniro2Sem dúvida esse cara é um dos monstros sagrados da história do cinema. Carismático, até um pouco bonachão, de Niro tem uma seleta variedade de tipos que interpretou, e só não está mais acima na minha lista porque a briga é de cachorro grande (e além disso tem alguns filmes dele que não assisti ainda). O filme mais antigo que vi dele é O Poderoso Chefão II (1974), em que interpreta Vito Corleone quando jovem, ou seja, o futuro Don Corleone magistralmente interpretado por Marlon Brando dois anos antes, no filme original da trilogia. Aqui De Niro já destila seu jeito de atuar marcante, com forte presença de câmera e muita dedicação ao personagem, em interpretação que lhe rendeu seu primeiro dos 2 Oscars que tem, como melhor ator coadjuvante.

Daí em diante Robert de Niro sempre foi um ator muito requisitado, e fez vários tipos de personagens e de filmes (alguns de qualidade duvidosa inclusive). Destaco a interpretação de Al Capone em Os Intocáveis (1987), em que De Niro domina amplamente o personagem e é sem dúvida o grande nome do filme.

Outros filmes que destaco em sua filmografia são O Franco Atirador (1978), dirigido por Michael Cimino, Estranha Obsessão (1996), dirigido por Tony Scott, em que interpreta um fã de beisebol que literalmente “cisma” com o melhor jogador do time; CopLand (1997); Ronin (1998), um excelente filme de ação com um desfile de carros maravilhosos; Homens de Honra (2000), na minha opinião seu melhor filme (dentre os que vi, claro).

De Niro recentemente também teve incursões proveitosas na seara das comédias. Duas delas fizeram tanto sucesso que geraram continuações: as sátiras sobre a máfia, atuando ao lado de Billy Cristal, Máfia no Divã (1999)A Máfia volta ao Divã (2002), além do sogro chato de Ben Styller, em interpretações fantásticas e memoráveis,   Entrando numa Fria (2000) e a continuação, Entrando numa fria maior ainda (2004).

Confesso que ainda há três filmes dele muito famosos que não assisti ainda, todos eles dirigidos por Martin Scorcese, que são Taxi Driver (1976), Touro Indomável (1980), que lhe rendeu seu segundo Oscar (Melhor Ator), além de Os Bons Companheiros (1990). Pretendo assistir todos eles (apesar de não gostar muito do diretor Scorsese) e assim que puder coloco as sinopses desses filmes aqui no blog.

Quem tiver alguma opinião sobre estes filmes aqui citados, ou algum outro que Robert de Niro tenha feito e que considere muito bom, agradeço por me recomendar, pois gosto muito dele, apesar de achar que às vezes ele pisa na bola por aceitar participar de alguns filminhos nada a ver, meio idiotas, que exploram esse lado debochado dele, como Cabo do Medo (1991), em que na minha opinião está caricato demais, e Showtime (2002), atuando ao lado de Eddie Murphy num verdadeiro desperdício do seu talento.

Robert de Niro é nova-iorquino, descendente de italianos, nascido em 1943, e tinha 65 anos na data de publicação deste post.


7º lugar – Tom Cruise

tom_cruise_sorriEsta pode parecer uma escolha minha meio surpreendente. Provavelmente hà questão de uns 5 anos atrás eu nem pensaria em colocá-lo numa lista minha dos “10 mais”. Porém, o esforço de Tom Cruise em atuar em diversos papéis de natureza diferente entre si, aliados ao seu carisma e às suas recentes incursões como produtor, tornam obrigatória sua inclusão nesta lista dos melhores atores de todos os tempos.Claro que no início de sua carreira, lá pelos anos 80, Cruise se valeu do “rostinho bonito” que tinha, e com isso de cara estrelou sucessos como Top Gun – Ases Indomáveis (1986), filme que o lançou para o estrelato. Logo Cruise foi tachado como mau ator, que apenas fazia sucesso por ser bonito. Mas ele resolveu dar a cara prá bater; começou a trabalhar com vários diretores diferentes e isso fez com que sua interpretação melhorasse nitidamente (e rapidamente) com o passar do tempo. Hoje com 20 anos de carreira, ele não precisa provar mais nada a ninguém. Já fez dramas, aventuras, filmes de ação, enfim, até com o saudoso Stanley Kubrick ele trabalhou, e hoje em dia além de um ator muito bem pago, Tom Cruise tem sua própria produtora e pode escolher o rumo que dá à sua carreira com muita independência.

Os filmes de destaque da carreira de Tom Cruise são muitos. Talvez seja, ao lado de Tom Hanks e Mel Gibson, o ator em atividade com mais sucessos em “carteira”. Mas vou citar aqueles mais emblemáticos, na minha opinião, e que, por sua diversidade, apenas evidenciam toda a versatilidade que Cruise adquiriu com o tempo. A lista é longa, mas vamos lá:

  • em 1986, seu primeiro grande sucesso, Top Gun – Ases Indomáveis
  • ainda em 1986 teve a honra de atuar com o ator Paul Newman e o diretor Martin Scorsese em A cor do Dinheiro (filme que inclusive rendeu o Oscar de Melhor Ator para Paul Newman)
  • Cruise dava mesmo muita sorte aos seus colegas de cena. Em 1988 trabalhou com Dustin Hoffmann em Rain Man, que ganhou o Oscar de melhor filme (e Hoffmann ganhou o Oscar de Melhor Ator)
  • no ano seguinte, recebeu sua primeira indicação ao Oscar (por melhor ator) pelo excelente trabalho em Nascido a 4 de Julho, com direção de Oliver Stone (perdeu para Daniel Day-Lewis, por Meu Pé Esquerdo)
  • em 1993 fez ótimo trabalho no thriller A Firma, com direção de Sydney Pollack
  • fez o polêmico Entrevista com o Vampiro em 1994 ao lado do também “bonitão” Brad Pitt, onde ambos interpretavam vampiros
  • em 1996 estreou como produtor e logo de cara emplacou a mega-produção Missão: Impossível, na qual também atuou. A direção é de Brian DePalma. Para mim um dos 10 melhores filmes de ação já feitos
  • segunda indicação ao Oscar, também por melhor ator, em 1996, por Jerry Maguire (perdeu para Geoffrey Rush, por Shine – Brilhante)
  • fez o polêmico De olhos bem fechados em 1999, ao lado da então esposa Nicole Kidman, no último filme dirigido pelo mestre Stanley Kubrick
  • a terceira indicação ao Oscar foi no mesmo ano, desta vez por melhor ator coadjuvante, por Magnólia (perdeu para Michael Caine, por Regras da Vida)
  • com direção de John Woo fez Missão: Impossível II no ano 2000
  • faltava Spielberg na carreira de Cruise, e ele veio em 2002 com Minority Report – a nova lei
  • mais um grande sucesso veio em 2003, com O Último Samurai
  • faz o assassino Vincent em Colateral (2004) onde atua ao lado de Jamie Foxx
  • atua novamente sob a direção de Steven Spielberg em 2005 no remake de Guerra dos Mundos
  • encarna o agente Ethan Hunt mais uma vez em 2006 com Missão: Impossível III

Como se vê, a carreira de Tom Cruise é galática. Ele já atuou com monstros sagrados da interpretação, como Paul Newman e Dustin Hoffmann, e já foi dirigido por cineastas diversos e igualmente famosos, como Spielberg, Kubrick, Scorsese, Oliver Stone, John Woo, Brian DePalma… são poucos os atores de Hollywood que trabalharam com tantos e tão bons diretores assim. Com certeza isso faz com que Tom Cruise seja um ator melhor a cada ano que passa, e me dá a certeza de que seu Oscar ainda virá – é apenas questão de tempo. Norte-americano de Nova York, nasceu em 1962 e tinha 45 anos no dia em que fiz esta postagem.


8º lugar – Mel Gibson

Mel Gibson é um cineasta muito versátil, atuando como ator, diretor e produtor. O oitavo lugar aqui deste blog se refere ao Gibson ator; como diretor e produtor, nos últimos anos Gibson com certeza tem provocado polêmica, especialmente pelo mais recente A Paixão de Cristo. O Mel Gibson diretor eu só vou comentar quando assistir seus principais filmes (como Coração Valente, por exemplo).

Como ator é inegável o carisma e a versatilidade de Gibson, que já fez de tudo em termos de variedade de personagens e estilos: o guerreiro durão, o policial atrapalhado da série Máquina Mortífera, o homem recluso e misterioso, o canastrão mulherengo e machista… enfim, esse ator nascido no nordeste dos EUA em 1956 coleciona uma incrível quantidade de filmes de sucesso, encontrada em raros atores hoje em dia.

Porém, de uns anos para cá, como disse, Gibson tem se tornado extremamente polêmico e inconstante. Em 2002 fez um filme que na minha opinião é um engodo (Sinais, dirigido por M.Night Shyamalan) e em seguida, como já disse, dirigiu o no mínimo polêmico A Paixão de Cristo, em 2004. Não assisti o filme, e sinceramente não sei se pretendo assistir; só pelo trailer já vi que o filme é de uma violência gratuita e injustificável (na minha modestíssima opinião, há coisas que não precisam ser mostradas na tela, basta serem sugeridas para que entendamos sua real dimensão, sendo que o fato de mostrá-las não aumentará essa percepção, pelo contrário, somente gera o aspecto de gratuidade que não leva a nada; penso o mesmo, por exemplo, da maioria das cenas de sexo em filmes, que são absolutamente gratuitas e descartáveis).

Destaco alguns filmes de Gibson entre seus vários sucessos como ator: o guerreiro Max Rockatansky da trilogia Mad Max (1979/81/85), o homem de rosto deformado de O Homem sem Face (1993) no primeiro filme que atuou como diretor além de ator, o trapaceiro Bret Maverick (1994), o milionário Tom Mullen, que tem o filho sequestrado em O preço de um resgate (1996), o assassino Porter de O Troco (1999) em filme que é inteiro dele, o pai de família nacionalista Benjamin Martin de O Patriota (2000), e o arrogante Nick Marshall em Do que as mulheres gostam (2000).

Seja como for, o fato é que Mel Gibson, que fez 50 anos no começo de 2006, tem uma carreira recheada de sucessos e filmes marcantes, e ainda tem muita lenha para queimar. Espero que ele seja mais democrático em seus pensamentos daqui em diante, respeitando a opinião dos que pensam diferente dele daqui pra frente, e preocupando-se em fazer apenas cinema de qualidade, como fez principalmente na década de 90.


9º lugar – Anthony Hopkins

Sir Anthony Hopkins é um ator daqueles bem estilosos, que tem características próprias e únicas. Não chega a ser caricato como Jack Nicholson, mas se assemelha bastante a ele justamente por ter uma postura na tela que o diferencia claramente dos demais. O filme mais antigo em que lembro tê-lo visto é O Homem Elefante (1980), de David Lynch, feito em 1980, aliás um filme bastante triste e tocante, filmado em preto-e-branco. Já neste filme Hopkins mostrava algumas de suas características marcantes que sempre imprimiu em seu trabalho, como a sisudez e a calma com que reveste seus personagens.

Hopkins é um senhor discreto, não muito chegado aos holofotes, tanto que não costuma participar muito de festas ou mesmo encontros patrocinados pelo sindicato dos atores britânicos (mesmo porque certa época ele andou tendo sérios problemas com o alcoolismo). Inegavelmente, sua grande atuação é em O Silêncio dos Inocentes (1991), dirigido por Jonathan Demme, filme que lhe rendeu o Oscar de melhor ator pela interpretação do fascinante e aterrorizante assassino canibal Hannibal Lecter – Hopkins ainda encarnaria o personagem em duas continuações, Hannibal (2001) e Dragão Vermelho (2002). Depois ele ainda foi indicado mais três vezes ao Oscar de melhor ator, mas não levou a estatueta como da primeira indicação.

Além dos filmes já citados, destaco Lendas da Paixão (1994), No Limite (1997) e A Máscara do Zorro (1998). Anthony Hopkins é britânico, nascido em 1937 no País de Gales e tinha 71 anos na data de envio deste post.


10º lugar – Jim Carrey

Eu tinha de reservar um lugar para Carrey entre os dez mais. Isso porque acho que ele é extremamente talentoso, com capacidade para viver personagens diversificados, e um cara muito dedicado à profissão. Penso que Carrey, se souber levar sua carreira daqui em diante, poderá se tornar um dos gigantes de Hollywood em mais alguns anos. Ele só precisa tomar cuidado para não fazer apenas filmes extremamente idiotas (apesar de muito divertidos) e comédias, para que sua imagem não fique apenas ligada a estes tipos de filmes.

Não vi os filmes mais recentes de Carrey, mas sua atuação em O show de Truman (1998) já me foi suficiente para considerá-lo um ator versátil e com muita capacidade de fazer dramas também, como aconteceu por exemplo com Tom Hanks, que na década de 80 somente fazia comédias e chegou ao estrelato no início da década de 90, com Filadélfia (1993). O mesmo pode ocorrer, portanto, com Jim Carrey, que tem tudo para não ser apenas um ator de comédias (mas TAMBÉM um ator de comédias).

Dentre seus filmes, destaco O Máskara (1994), O Mentiroso (1997), O Show de Truman (1998) e Todo-Poderoso (2003). Jim Carrey é canadense, nasceu em 1962 e tinha 46 anos na data de envio deste post.


Abaixo cito aqueles que não ficaram entre os dez, mas que coloco aqui como uma espécie de “menção honrosa”. Aguardo as opiniões de vocês a respeito dessa minha lista, o debate é salutar e será agradável saber a opinião de todos. Caso seu ator preferido não esteja aqui, não fique bravo comigo – gosto é gosto.

A lista de “menções honrosas” para os atores é a seguinte (entre parênteses filmes que destaco para cada ator citado; essa lista está em ordem alfabética):

  • Alec Guiness (Star Wars IV, A Ponte do Rio Kwai, Doutor Jivago)
  • Denzel Washington (Filadélfia, Por um triz, Dia de treinamento)
  • Gary Oldman (O Profissional, Batman, Força Aérea Um)
  • James Stewart (Um corpo que cai, Janela Indiscreta)
  • Johnny Depp (Edward Mãos de Tesoura, Piratas do Caribe)
  • Kevin Spacey (Beleza Americana, A Negociação, Os Suspeitos)
  • Marlon Brando (O Poderoso Chefão, Superman)
  • Morgan Freeman (Menina de Ouro, Um sonho de liberdade)
  • Omar Sharif (Dr. Jivago, Lawrence da Arábia)
  • Paul Newman (A Cor do Dinheiro, Golpe de Mestre, Cortina Rasgada)
  • Samuel L. Jackson (A Negociação, Corpo Fechado, Duro de Matar 3)
  • Tommy Lee Jones (O Fugitivo, Men in Black, O Cliente)

20 Respostas

  1. exelente lista…..
    Pacino..é o cara…
    é curioso o Tom Cruise nesta lista..pq sempre achei ele mto bom..mais ngm concordava comigo…enfim..achei alguem com a mesma opinião…!!!!

  2. Valeu,cara!
    Gostei da lista e do blog!

    P.S.
    Só falta um nome aí, o meu!

  3. Gostei da lista. Só acho que atores como Bruce Willis, Leonardo Dicaprio e Morgan Freeman, poderiam entrar facilmente nessa lista. Mas a lista é boa.

  4. Boa lista… naum concordo muito com a nona posicao q deveria estar entre os 3 primeiros e com a setima posicao q naum merece nem de longe estar em qq lista q tenha como titulo “melhores atores”.. sem duvida Tom Hanks merece a segunda posicao por seus exelentes trabalhos e cito um, muito bom e bem meloso onde Meg Ryan esta MARAVILHOSA(de bonita), Sintonia de Amor… Anthony Hopkins sem duvida nenhuma, meu ator preferido, com trabalhos naum menos q maravilhosos atua muito bem no filme Encontro Marcado… e por fim algo q achei muito injusto… que desta lista naum conste John Cusack outro ator muito bom com filmes de conteúdo…

  5. A lista está excelente, realmente os melhores atores. No entento, senti falta de um grande nome do cinema e que deixa sua marca brilhantemente em todos os filmes que faz:
    Robin Williams. Este realemte fez falta na lista!

  6. Uma lista muito boa dos melhores atores…recentes. Porque o James Stewart, o Marlon Brando, o Cary Grant, o Paul Newman…só pra começar, são esplendoros, arrebatadores e mesmo gênios com Hanks teriam dificuldade de competir com eles imagine Jim Carey e Mel Gibson.

    Entre os jovens, creio que você deveria dar atenção a Edward Norton…ele é muito bom.

  7. Achei a listagem com os dez nelhores um pouco fraquinha.
    Seu escolhece os atores no meu ponto de vista veja bem seria:
    01 – Jack Nicholson.
    02 – Robert de Niro.
    03 – Marlon Brando.
    04 – Morgan Freman.
    05 – Anthony Hopkins.
    06 – Paul Newman.
    07 – Cristian Bale.
    08 – Sean Penn.
    09 – Dustin Hoffman.
    10 – Jonny Depp.

  8. Boa lista ,faltou algumas feras ( Daniel day lewis,jeremy Irons,billy bob thornton ,Sean Penn,Gene Hackman,Harrison Ford ,Chaplin etc…) mas tá boa a lista

  9. Faltou Kevin Kostner, Harrison Ford, Bruce Willis, etc E na minha lista Mel Gibson é o primeiro. Questão de gosto fazer o quê? MAs a lista está legal.

  10. Gostei muito de todos que inseriu na Lista, eu alteraria apenas algumas ordens na classificação e incluiria com certeza Marlon Brando.
    Mas sua opinião é ótima, mas Tom Cruise e Jim Carrey apesar de serem execelentes atores, não são da magnitude de estar entre os 10 mais, talvez entre os TOP25 ou TOP50, se me permite vou colocar a minha ordem:
    1- Marlon Brando
    2- Jack Nicholson
    3- Robert DeNiro
    4- Al Pacino
    5 – Antony Hopkins
    6 – Tom Hanks
    7 – Mel Gibson
    8 – Morgan Freeman
    9 – Clint Esatwood
    10 – Daniel Day-Lewis

    Atores de primeira grandeza com certeza também são dignos de serem mencionados: Dustin Hofman, Denzel Washington, Brad Pitt, George Clooney, Sean Penn, Tommy Lee Jones, Johnny Depp, Will Smith, Leonardo DiCaprio, Nicolas Cage, Russell Crowe, Kevin Spacey, Robert Duvall, Tom Cruise, John Travolta, Liam Neeson, Robin Williams, Kevin Costner, Kurt Russel, Gene Hackman, Michael Douglas, Harrison Ford.

    E entre as mulheres:

    1 – Meryl Streep
    2 – Helen Mirren
    3 – Julia Roberts
    4 – Cate Blanchett
    5 – Susan Sarandon
    6 – Jodie Foster
    7 – Whoopi Goldberg
    8 – Nicole Kidman
    9 – Sandra Bullock
    10 – Demi Moore

  11. Marlom Brando e o cara, apesar de Pacino, e De Niro e Tom Hanks tambem nao podem faltar, entre as mulheres BARBADA, Meryl Strep,

  12. Daniel Day-Lewis encabeçando a lista!

  13. Amigão na boa… o cara da resposta aí de cima falou com piedade “tom cruise e Jim Carrey apesar de ser bons atores”, mas eu vou logo na ferida até o malvino salvador é melhor que esses dois… minha humilde opinião:

    1- Robert DeNiro (que Deus o tenha, morreu cedo, desde 1995 eu não o vejo, dizem que tem um cara parecido com ele nesse filme o Lado Bom da Vida).

    2- Marlon Brando (D. Vito Corleone não precisava ter feito mais nada na vida).

    3- Al Paccino (Fez o maior anti-herói da História da Dramaturgia).

    4- Daniel Day-Lewis (não sei se é ator ou médium senão encabeçaria a lista).

    5- Dustin Hoffman (seu carisma só não é maior que o de De Niro)

    6 – Paul Newman

    7- Jack Nicholson (vejo ele sempre encabeçando as listas mas tirando Chinatown, seus papéis de destaque são ou de psicopatas ou doidos inofensivos, e convenhamos ele já é agraciado com a cara de maluco).

    8 – Tom Hanks (por Filadélfia e Etrada para perdição)

    9 – Anthony Hopkins

    10 – Morgan Freeman (tá faltando o papel de vilão)

    11- Robert Durval

    Obs. É importante lembrar que a maioria desses atores participou da época mais íncrivel (minha opinião) do cinema 67 até 85.

    Vamos uma de 90 até 2005.

    1- Russell Crowe

    2- Tom Hanks (por Filadélfia e Etrada para perdição – reforço novamente)

    3- Daniel Day-Lewis.

    4- Russell Crowe

    5- Robert DeNiro – (Próximo de ser substituído pelo sósia)

    6- Morgan Freeman (tá faltando o papel de vilão – reforço novamente)

    7- Kevin Spacey

    8- Samuel Al Jackson (Pulp Fiction)

    9- Al Paccino (perfume de muié)

    9- Joe Pesci (Good Fellas 1990 – Esqueceram de mim – Cassino – variações do vilão que botava medo em qualquer um e contrastava com o irmão amável do boxiador de Touro Indomável)

    10 – Denzel Washington

    vamos atualmente

    1- Daniel Day-Lewis.

    2-Christoph Waltz (Os deuses do cinema acharam enveloparam e enviaram para Quentin Tarantino)

    3 – Javier Barden

    4- Leonardo DiCaprio ( A transformação começou no Infiltrados, afinal vocês sabem a quem ele da o título de mentor)

    5- Johnny Depp

    6 – Denzel Washington

    7- Heath Ledger

    8- Christopher Plummer ( o velinho é um Show de Técnica!)

    9- Geoffrey Rush (Saca o Barbosa, Piratas do Caribe,? cada personagem uma é transformação Viu O Discurso do rei??).

    10- Brad Pitt (Indo um pouco além da beleza em alguns papéis)

    11- Gael García Bernal

    12 – Philip Seymour Hoffman

    13- George Clooney (Idem Brad Pitt)

    14- Daniel Craig

    15- Jamie Foxx

    16- Samuell Al Jackson

    17- Jammes Franco

    são esses meus comentários…

  14. Lista Horrível! Minha Lista:
    1. Marlon Brando
    2. Al Pacino
    3. Robert DeNiro
    4. Jack Nichoson
    5. Laurence Olivier
    6. Henry Fonda
    7. Robert Duvall
    8. Karl Malden
    9. Dustin Hoffman
    10. Charlie Chaplin
    Tom Cruise E Jim Carry É PIADA PURAAAAAAAA!!!!!!!!!!!!!!!!!!

  15. sua lista é absolutamente patética!!!

  16. eis minha lista:

    1. Marlon Brando
    2. Robert DeNiro
    3. Sidney Poitier
    4. Al Pacino
    5. Laurence Olivier
    6. Anthony Hopkins
    7. Daniel Day-Lewis
    8. Max von Sydow
    9. Charlie Chaplin
    10. Denzel Washington

    Obs. Jack Nicholson é mero fazedor de caretas. Quanto a Jim Carrey, Tom Cruise, Tom Hanks e Mel Gibson, sem comentários.

  17. 1. Al Pacino
    2. Marlon Brando
    3. Robert de Niro
    4. Charlie Chaplin
    5. Jack Nicholson
    6. Leonardo DiCaprio
    7. Sean Connery
    8. Denzel Whashington
    9. Anthony Hopkins
    10. Daniel Day-Lewis

    Ps: Jim Carrey pode ser um dos melhores atores de comédia de todos os tempos, mas apenas desse gênero. Tom Cruise é uma piada, Mel Gibson é bom mais nem tanto e Tom Hanks é contestável alguns o amam outros o odeiam eu acho ele ótimo mas não o suficiente pra estar nem no top 20. Um que muitos contestam é o Leonardo DiCaprio: primeiramente esqueçam de titanic, vejam seus bons filmes e prestem atenção na sua atuação, simplesmente perfeitas!

  18. 1. Al Pacino
    2. Marlon Brando
    3. Robert de Niro
    4. Charlie Chaplin
    5. Jack Nicholson
    6. Leonardo DiCaprio
    7. Denzel Whashington
    8. Sean Connery
    9. Anthony Hopkins
    10. Daniel Day-Lewis

    Obs: O mesmo que o cara de cima só que troquei o Denzel de oitavo para sétimo! O ps também concordo!!!

  19. Vc pode estar me achando um louco se colocar esse ator aqui, mas vou ter que cita-lo. Leonardo Di Caprio, pelos filmes que pude assistir, ele tem caracteristicas que passam emocao para o publico, quando chora ou rir, demonstra veracidade na cena. Isso me chama atencao nele. Alguns atores, apesar de mais velhos e mais experientes, me surpreendem em cenas, pela qual deveriam ser um poco de sentimentalismo condizente com o tal momento do filme, mas passam uma frieza que diverge da realidade. Reparem algumas atuacoes do Di Caprio, como no “Foi apenas um sonho”, como ele se sai bem ao demonstrar os sentimentos do personagem. E outros filmes tb, ele esta fantastico, lembrem se galera do gilbert…. em que contracena com o Jhonny Depp! Abcs

  20. marlon brando e mais nove….

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