"Cloverfield" estréia nos cinemas brasileiros misturando estilos de "Godzilla" e "Bruxa de Blair"

Cloverfield – Monstro
(Cloverfield)
(Ação, EUA, 2007. Direção de Matt Reeves. Duração 01h25min.)

Apesar da divulgação maciça, que envolveu blogs, vídeos e muita falação, Cloverfield, lançamento da Paramount Pictures em 192 salas de cinema em todo o Brasil nesta sexta-feira, é apenas um filme de entretenimento, e nada além disso. Sim, o mostro é gigantesco, destrói Nova York, mas na verdade o roteiro pouco tem a ver com esta criatura que aparece do nada e dá inicio a uma destruição incessante. A grande sacada é usar este sentimento de impotência – algo intensificado depois do 11 de Setembro de 2001 nos EUA – para focar no drama dos personagens, homens e mulheres solitários no meio do caos sem sentido que toma de assalto uma das maiores metrópoles do mundo.

Por isso se você espera ir ao cinema atrás de um novo exemplar de filmes de monstrengos ao estilo de Godzilla ou King Kong, esqueça: estes filmes enfocam a estória mais no bicho, e não nas pessoas, como faz Cloverfield, principalmente pela tensão criada por aquilo que não se vê. O ponto de vista do espectador é o mesmo dos personagens. E qualquer comparação com A Bruxa de Blair pára no bom uso da internet para divulgação do filme e no uso por ambos de câmeras na mão e personagens caminhando em terrenos rumo ao desconhecido – mesmo porque o orçamento de Cloverfield é simplesmente mil vezes superior.

O diretor Matt Reeves e o produtor J.J. Abrams (da série Lost e de Missão Impossível III) preferiram trabalhar com atores e atrizes desconhecidos, pois rostos famosos não dariam o ar realista que o roteiro impõe. A câmera em primeira pessoa está nas mãos de Hud (T.J. Miller), melhor amigo de Rob Hawkins (Michael Stahl-David). Ele estava registrando a festa de despedida de Rob – de partida para o Japão, numa singela homenagem ao país que inventou o monstro Godzilla – quando as explosões começam. Hud então corre, pula, cai, se machuca e fica cara a cara com o monstro sem deixar de gravar um detalhe sequer disso tudo. Apesar de aumentar o realismo do filme, tal recurso tem causado também incômodo em algumas pessoas, que saíram enjoadas dos cinemas. A dica é não se sentar muito perto da tela e, no meio da correria, tentar fixar o olhar em algum ponto qualquer. E aguardar na sala de exibição até o fim dos créditos para tentar decifrar os diversos barulhos escondidos.

Veja aqui o trailer do filme em Quick Time.

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