As melhores atrizes de todos os tempos:

10º lugar – Joan Fontaine

Joan de Beauvoir de Havilland é britânica, apesar de ter nascido em solo japonês em 1917 e depois se naturalizar norte-americana em 1943. Seu pai era abvogado e trabalhava no oriente quando de seu nascimento. Joan é irmã da também atriz Olivia de Havilland, famosa por seu papel no filme E o Vento Levou, com quem ficou brigada durante muitos anos (Olivia era cerca de um ano e meio mais velha que Joan). Aos dois anos de idade, os pais de Joan se divorciaram; a menina tinha anemia na época e por indicação médica, sua mãe com suas filhas mudou-se para os EUA na cidade de Saratoga, Califórnia, no início da década de 1920. A saúde de Joan melhorou rapidamente e ela logo começou a tomar lições de dicção junto com sua irmã.

No início da década de 1930, Joan voltou ao Japão onde viveu com seu pai durante aproximadamente dois anos. Quando voltou aos EUA, seguiu os passos da irmã Olivia e começou a atuar em filmes, mas não obteve a permissão de sua mãe, que preferia que fosse sua irmã quem usasse o sobrenome da família. Foi quando Joan se viu forçada a inventar um nome artístico (primero foi Joan Burfield, e finalmente Joan Fontaine, utilizando o antigo sobrenome de solteira de sua mãe).

Joan fez sua estréia na peça de teatro Call It A Day em 1935 e logo recebeu uma oferta para firmar um contrato com a produtora de filmes RKO. Sua estréia no cinema foi um pequeno papel no filme No More Ladies (1935). Também foi selecionada para aparecer no primero filme de Fred Astaire sem Ginger Rogers: Senhora em desgraça (1937), mas o filme foi um fracasso. Continuou aparecendo em pequenos papéis durante alguns filmes, e quando seu contrato expirou em 1939 não foi renovado. Neste mesmo ano se casou com seu primero marido, o ator britânico Brian Aherne.

Sua sorte mudou certa noite em uma festa, onde jantava sentada ao lado do produtor David O. Selznick. Ela e Selznick conversavam sobre a novela de Daphne du Maurier, Rebecca, e Selzinick a convidou para um teste para o filme de mesmo nome – Rebecca, a Mulher Inesquecível, estréia americana do diretor inglês Alfred Hitchcock. Joan foi indicada ao Oscar de melhor atriz pelo filme mas não venceu (Ginger Rogers levou o prêmio naquele ano).

O mestre Hitch se encantou pelo jeito simples e ao mesmo tempo marcante que Fontaine imprimia a suas personagens. Por isso a convidou para estrelar seu próximo filme, Suspeita, em que Joan contracenava com Cary Grant nos papéis principais. Com atuação novamente impecável, a Academia de Hollywood desta vez fez justiça e premiou Joan Fontaine com o Oscar de Melhor Atriz, que viria a ser o único de toda sua carreira (ela viria a ser indicada também ao Oscar por seu papel em De amor também se morre, de 1943, dirigido por Edmund Goulding; naquele ano quem levou o prêmio foi a atriz Jennifer Jones).

No entanto, após estes dois filmes em que foi dirigida por Hitchcock, o sucesso de Joan jamais foi o mesmo, apesar de ela ter atuado em alguns filmes marcantes, dentre os quais podemos destacar A Valsa do Imperador (1948, dirigido por Billy Wilder), Ivanhoé – O Vingador do Rei (1952, dirigido por Richard Thorpe), Suplício de uma alma (1956, dirigido por Fritz Lang) e Viagem ao Fundo do Mar (1961, dirigido por Irwin Allen).

Fontaine ainda se casou mais três vezes durante as décadas de 1940-1960, mas se divorciou em todas elas, e mora até hoje na Califórnia, onde acaba de completar 91 anos de idade.

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