"O Orfanato", suspense espanhol produzido por Guillermo del Toro, estréia nos cinemas brasileiros

O Orfanato
(The Orphanage)
(Terror/Suspense, Espanha, 2007. Direção de Juan Antonio Bayona. Com Belén Rueda, Montserrat Carulla, Geraldine Chaplin e Edgar Vivar. Duração 01h40min.)

Este filme de dupla nacionalidade (espanhola e mexicana), com produção do premiado cineasta mexicano Guillermo del Toro (O Labirinto do Fauno), tem estréia nacional nesta sexta-feira (07/mar) em 63 salas de cinema de todo o Brasil.

Em O Orfanato, as lembranças da infância voltam com força à vida de uma mulher adulta, Laura (Belén Rueda, de Mar Adentro), que decide voltar a viver na casa onde funcionava um antigo orfanato. Ali ela cresceu até os 7 anos, quando foi adotada. Seu plano, na verdade, é reabrir o lugar, hoje abandonado. Junto com o marido médico Carlos (Fernando Cayo) e o filho Simon (Roger Príncep), ela pretende criar ali uma instituição voltada ao atendimento de crianças com alguma deficiência. Entretanto, antes que o plano de reforma seja colocado em prática, Laura encontra motivos de inquietação.

Seu filho começa a falar de um amigo invisível (vide O Iluminado, de Stephen King). Quando o desenha, como uma criança que usa um saco cobrindo o rosto, lembra uma figura do passado de Laura no orfanato. Depois da visita inesperada de uma estranha assistente social (Montserrat Carulla), o menino descobre dois segredos sobre sua vida e desaparece repentinamente. O desespero de Laura a leva a explorar todas as hipóteses, inclusive as paranormais. Ela suspeita que haja fantasmas na casa, até porque ela mesma já viu um, que lhe rouba uma chave – talvez a sequência que dá o maior susto do filme.

Não encontrando o filho depois de meses, recorre a uma vidente, Aurora (Geraldine Chaplin, de Doutor Jivago) que, em transe, visita cada canto da casa e lhe dá algumas pistas. O diretor estreante Juan Antonio Bayona conduz a história em ritmo razoável, embora com muitos clichês. Só são mesmo acima da média o desempenho de Belén Rueda, na pele de uma mãe disposta a tudo para encontrar o filho, e a fotografia de Oscar Faura, traduzindo em nuances a ambiguidade da história. O roteiro é do espanhol Sergio SanchezUma curiosidade: o ator que interpreta o gordo especialista em paranormalidade é Edgar Vivar, mais conhecido como o Nhonho/Sr. Barriga do seriado mexicano Chaves.

Clique aqui e acesse a página do IMdb com o trailer do filme.

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