As melhores atrizes de todos os tempos:

8º lugar – Elizabeth Taylor

Elizabeth Rosemond Taylor nasceu na Inglaterra em 27 de fevereiro de 1932. Filha de pais norte-americanos, mudou-se para os EUA em 1939. Começou a carreira cinematográfica ainda criança, quando foi descoberta aos 10 anos, quando foi contratada pela Universal Pictures. A princípio mostrou seu talento participando de filmes infanto-juvenis, como na estréia em 1943 num pequeno papel da série de TV Lassie. Evoluiu na profissão como uma atriz talentosa e respeitada pela crítica.

No início dos anos 50 começaram os filmes mais famosos de sua carreira. Em 1951 teve seu primeiro grande sucesso, Um lugar ao sol (A place in the sun, de George Stevens), em que contracenou com o ator Montgomery Clift; e em 1956 esteve em outro grande sucesso de bilheteria – Assim Caminha a Humanidade (Giant, também de George Stevens), onde atuou ao lado de Rock Hudson e James Dean.

Mas sua fase áurea se iniciou no final dos anos 50, quando teve simplesmente quatro indicações ao Oscar em quatro anos seguidos. A primeira foi em 1957 , por A Árvore da Vida (Raintree County, de Edward Dmytryk), em que perdeu para Joanne Woodward por As três faces de Eva; a segunda indicação, em 1958, foi contracenando com Paul Newman no sucesso Gata em Teto de Zinco Quente (Cat on a hot tin roof, de Richard Brooks) – nessa ocasião ela perdeu o prêmio para Susan Hayward, por Quero Viver. Já em 1959 sua atuação no filme De repente, no último verão (Suddenly, Last Summer, de Joseph Mankievicz), em que atuou novamente ao lado do amigo Montgomery Clift, lhe rendeu mais uma indicação ao Oscar, mas foi novamente derrotada, perdendo a estatueta para Simone Signoret, por Almas em Leilão – porém sua atuação lhe rendeu o Globo de Ouro desse ano. Somente em 1960 ela finalmente ganhou o Oscar de Melhor Atriz, talvez no filme menos brilhante dos quatro – Disque Butterfield 8 (Butterfield 8, de Daniel Mann).

Nos anos 60, com o reconhecimento do prêmio máximo do cinema mundial, consagrou-se como uma das mais bem pagas atrizes de Hollywood. Ficou conhecida também pelos inúmeros casamentos (oito ao todo), sendo o mais rumoroso deles o affair com o ator inglês Richard Burton, notório pelo alcoolismo, com quem se casou duas vezes e fez dupla em vários filmes na década de 1960, como a superprodução Cleópatra (1963, de Joseph Mankievicz), a comédia dramática A Megera Domada (The Taming of the Shrew, 1967, direção de Franco Zefirelli) e o ótimo Quem tem medo de Virgínia Woolf? (1966, de Mike Nichols) – este último, por sinal, lhe rendeu seu segundo Oscar.

Apesar de não gostar do apelido, “Liz” Taylor, como é mais conhecida, é reverenciada como uma das mulheres mais bonitas de todos os tempos. Sua marca registrada são os traços delicados e olhos de cor azul-violeta, emoldurados por sombrancelhas espessas de cor negra. Celebridade cercada por intenso glamour e diva eterna do anos de ouro do cinema norte-americano, é uma compulsiva colecionadora de jóias. Foi pioneira no desenvolvimento de ações filantrópicas, levantando fundos para as campanhas contra a AIDS a partir dos anos 80, logo após a morte do amigo Rock Hudson. A despeito de ter nascido na Inglaterra, em 2001 recebeu do presidente Bill Clinton a segunda mais importante medalha de reconhecimento a um cidadão norte-americano: a Presidential Citizens Medal, oferecida pelos seus trabalhos filantrópicos. Desde essa época se agravaram seus problemas de saúde, em que ela foi ganhando peso e sendo levada a internações recorrentes em hospitais.

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